No tempo em que os animais falavam eu fazia uma viagem e vinha como nova, pronta para viver de outra maneira... agora, vou e venho, venho e vou e quando chego está tudo na mesma. Quando estou longe, junto a vós, tudo flutua. Sinto-me sair de mim e pairo no ar, cheia de aspirações, tempo, planos, coisas sem fim... sorrio e depois, com a chegada vem um arrepio, um nó na barriga, uma má disposição e estou de volta.
Sou eu quem precisa de sair desta roda de rato. Sou eu... mas como é que se sai daqui ?! Fui pura quando tive sono, foi muito honesta quando te escolhi como favorita, fui eu como a água quando adormeci e só fui eu quando sorri, mas fica tão difícil aqui. Como é que se salta? Não devia ser como andar de bicicleta? Não me prendam os pés, ou sou eu que estou a agarra-los? Não me reconheço nem sequer nas fotografias... olhar baço, não diz nada. Ninguém diz nada e eu, tenho sempre tanto para dizer.
1 comentário:
Amiga... post deprimente depois de uma viagem "à antiga" até ao porto...!!!! Bora para lá ourtra vez? :)
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