sábado, 16 de janeiro de 2010

Para pendurar na parede

Fico invadida por esta mal disposição que não me deixa arrotar,
olho e não vejo nada, quero sentir mas estou numa taça de gelatina.
Não entendo como me deixo chegar a este ponto, não sei como sair daqui.
Tempo? o que é isso? "tu andas sempre a correr" pois ando e sabes porquê?
Para não sentir, porque para é morrer e por este caminho vamos ficar parados.
O tempo? agora não dá, tenho outra coisa para fazer, combinei daqui a pouco lá em baixo.
Já estou atrasada.
Não sinto nada.
Ficar sozinha não é para mim e por isso ocupo-me!
É mais fácil mas não é bem assim.
Lágrima fácil que está cheia, quase a transbordar do alguidar que deixei lá fora para aproveitar água da chuva, e como tem chovido por estes dias.
Amanhã vira o bico ao prego que o teu mundo egoista com traços de imaginário vai ser atacado, e tu protege-te que com a chuva dos dias e com a pressa que eu tenho... acabo por te espetar na parede, sem querer.

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