O Carnaval são quatro dias de festa na minha Terra!
Fui criada neste ambiente e desde cedo aprendi a fazer parte do desfile.
É o que tenho mais saudades, depois de três voltas à rua principal da Aldeia os grupos entravam na Sociedade juntamente com os tambores e era lá que davam o seu melhor, sentia cada batida no meu corpo e tenho a sensação que mesmo estando parada o eco fazia com que saltasse!
O suor, as paredes do edifício respiravam, as pernas tremiam... mas não havia nada como aquele momento!
Ainda hoje, que já me deixei disso, quando os tambores rufam na sociedade e a impossibilidade de participar naquele momento deixa-me qualquer coisa cá dentro.
Muita coisa mudou, até o lado da estrada onde passo as noites, não me consegui desligar de tudo... arrasto comigo um grupo de boa gente que bem à ultima da hora pega na criatividade e acredita nas bebidas a 0,85€ e fazemos a festa.
O Carnaval deixa muita coisa de lado: Os homens mascaram-se de mulher, a vaca dá pão e no moinho faz-se o leite, fazemos festa a quem não falamos durante o ano, e ficamos embriagados a noite inteira. A meio da noite já nem sabemos a máscara que temos e fingimos ser quem nos apetece!
O Carnaval deixou de ser para mim o que era, mas fico feliz que assim o seja!
http://www.youtube.com/watch?v=5AcyYwA43vA
maneira de ser, de fazer ou de dizer as coisas; método; estilo; estado; meio; condição; jeito; norma; processo;destreza; via...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
últimos cartuchos
é o que eu ando a fazer... a gastar os últimos cartuchos!
Que vontade repentina de passar o dia com os meus amigos, na borga, a jogar jogos de tabuleiro, no café da esquina, a beber tudo o que não bebi antes, a fumar cigarros, a rir de piadas sem piada nenhuma, de insistentemente existir alguém a interromper os meus diálogos, de pegar no carro e ouvir música muito alta a cantar a letra que não sei, de ver fotografias de antigamente, de comer doces até doer a barriga, de dançar até me doerem os calcanhares e a barriga das pernas, de estar em silêncio mas sentir que continuamos a conversar!!!
Que vontade repentina de passar o dia com os meus amigos, na borga, a jogar jogos de tabuleiro, no café da esquina, a beber tudo o que não bebi antes, a fumar cigarros, a rir de piadas sem piada nenhuma, de insistentemente existir alguém a interromper os meus diálogos, de pegar no carro e ouvir música muito alta a cantar a letra que não sei, de ver fotografias de antigamente, de comer doces até doer a barriga, de dançar até me doerem os calcanhares e a barriga das pernas, de estar em silêncio mas sentir que continuamos a conversar!!!
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