quinta-feira, 1 de setembro de 2011

As bolachas

Já há muito tempo, numa mesa de café, a meio da chávena ela disse para a amiga:

- Deves-te achar a última bolacha do pacote, não?

Genial! Nunca tinha ouvido tal coisa mas achei que se aplicaria na perfeição, tal como uma luva que assenta logo à primeira, que não aperta e quando movimentamos os dedos existe liberdade suficiente...enfim muita gente calçaria esta luva.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mas porquê?

Já não eram horas de nada... mas nós insistimos depois do "encore" da Mafalda Veiga que a noite não ficava por ali. Então fomos, ainda com mil histórias para contar, para a segunda rodada da noite. Agora num sítio mais acolhedor, quente, música ao vivo, gente gira é outra coisa! Então eu digo-lhe a título de curiosidade:
- Sabes que em dois mil e não sei quantos, sessenta por cento da população mundial será bissexual?
- Mas porquê? Por causa da comida?.

(Não aguentei e jurava que dos meus olhos caiam gotas de licor beirão com limão, chorei a rir contigo e tu acompanhavas-me de tal forma que não me conseguiste explicar a tua resposta)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A chuva

Quem anda a chuva molha-se! Nunca ouviste dizer? - Disse ela em tom sarcástico com um sorriso rasgado.
Sim, mas eu ando de guarda-chuva. - Respondi empiricamente.
E nunca molhaste os pés quando andas de guarda-chuva aberto? - Riposta ela a achar que ganhou a a razão.
Não, eu uso ténis. - Finalizei com três pontos de avanço.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Diferentes

Éramos três, eram três carros. O sinal ficou verde e cada uma seguiu o seu caminho. Em cada carro, uma estação de rádio. Em cada mente, um pensamento diferente. Éramos quatro e cada uma com a sua individualidade fez mais um serão que enche a alma com força para enfrentar uma semana. Tu falavas das tuas férias, eu falava da mudança que não chega, tu falavas que enquanto esperas o homem certo vais aproveitando com os errados, eu falava que a noite de sexta-feira abrilhantou-me os olhos, tu falavas do mais alto dos teus saltos que rapidamente descalçaste quando chegaste e eu ouvia-te porque para mim ainda és desconhecida.
Éramos quatro, seguimos as três, em três carros diferentes, cada uma seguiu o seu caminho mas tudo parece fazer sentido quando estamos juntas.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

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Sinto a falta disto!
Procuro qualquer coisa que ainda não encontrei.
Talvez isto faça parte do caminho que quero construir para sair daqui.
Voltei, deposito poucas expectativas porque tenho o costume de subir muito alto as escadas.